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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cantinho da Poesia - 2º Arremesso

Depois de abrir as hostilidades poéticas... passo á invasão com mais uma... espero que não vomitem...


"Melar-te"

Quero melar-te!
Cobrir-te de rebuçado
Beijos doces sem amargo!
Sei-te dona do açucar
Melaço no regaço
Doçura na formosura
Deixa-me saborear-te
Candidamente
Perdidamente
Deixa-me virar diabético
Por tua causa!
Quero-te!
De beijo aberto
De corpo incerto
Num frenesim
Chamando por mim!
Quero-te de olhos nos olhos
Ofegante... delirante
Aborver-te... sofregamente
Entregar-te o prazer
Numa taça em forma de lábios,
Cor de sangue
E em fogo!
Como arde o meu corpo
Como perco o controlo!
Fico sem tino
Num desatino
Só de te imaginar
Só de sonhar
Te ter sem parar
Em ti mergulhar
Dançar em teu umbigo
Uma dança premente
E inconsequente!
Diva de alma
Senhora da chama
Que me queima
Que me derrete
Sou caramelo derretido
Escorrendo por teus labios
Sou um sonho já perdido
Por um amor, sem passos sábios!
Corro para ti
Como se fosse o fim
E se o mundo amanhã terminasse
Não sei porque tem que ser assim
Se já encontrei meu destino
Porque tudo que é sonho
Tem de ter um acordar?
Se em ti quero mergulhar
Que seja para me afogar!
Se um dia acabar...
Para quê querer amar?
Essa é a maldição
Reservada aos mortais
Que ousaram algum dia
Uma Deusa assim, beijar!
E imaginar conseguir
Provar seu sabor
Sem enlouquecer...
Só de pensar te perder...


Zef - Mirror Man

terça-feira, 3 de junho de 2008

Cantinho da Poesia - 1º Arremesso

Pois tanto ameacei... que enfim. chegou a altura de cumprir com o mais temido... o prometido... e é devido...

Ora tomem lá e engulem (se for preciso com muita água...)


Fogo Telúrico


A forma deliciosa como,
A tua língua se dobra,
Quando aflora,
Fora da tua boca,
Simplesmente sensual,
É algo mais que divinal!
A maneira, como o teu corpo,
Oscila, ao sabor do desejo,
Quando ele toma conta,
Do teu ser magistral,
É mais que infernal!
O odor e o sentir,
Do teu prazer e teu suor,
Escorrendo ente tuas virilhas,
Inflama-me todos os sentidos,
E lança-me num torvelinho,
Onde o desejo e a loucura,
Se misturam em partes iguais!
Teu olhar insinuando,
Todas as perversões,
Mistura-se com o meu,
Completamente rendido,
Á nossa cumplicidade!
Avançamos, perdidos,
Para um caminho sem regresso,
Criminosos sem perdão,
Unidos no crime perfeito,
Merecemos a pena capital,
Arrombámos a fortaleza,
Onde Eros escondia seus segredos,
Um a um, explorámos todos eles,
Fazem agora parte
Do nosso louco quotidiano!
O Kamasutra, já ficou para trás,
Faz muito tempo!
Tentemos o intentável,
Ousemos o inenarrável,
Criemos novos portões,
Para de novo os arrombarmos!
De perversão em perversão,
Envergando a bandeira do desejo,
Guiados pela procura do prazer,
Escreveremos novos manuais,
De perdição total e incondicional...
Não quero saber de limites,
Tabus não existem simplesmente,
Quando o desejo flui assim entre nós,
Duma forma líquida, e quente,
Escorrendo como lava de um vulcão,
Intenso, furibundo em erupção,
Arrasando, triturando, queimando,
Á sua passagem, tudo o que existia,
Criando novos caminhos de fogo,
Moldando o mundo á nossa maneira!
Tal como nossos corpos,
Se moldam um no outro,
Se grudam e não despegam,
Quando nossas bocas se tocam...
Esta química entre nós,
É digna de alquimista,
E este fogo que nos possue,
É pouco menos que telúrico,
Como vindo do centro da Terra,
Do centro do nosso mundo!
E uma coisa podes crer,
Não há por aqui nada melhor,
Do que assim eternamente arder!



Zef - Mirror Man